Tame Impala no Cine Joia/Multishow Mixtape 14/8

Fotos por: Luís Depeche

Drop-Kick, de volta nas ondas do rádio

Quase dois anos sem dar notícia se realmente iria voltar, o debochado programa online Drop-Kick retorna nesta sexta (às 20h00) com transmissão ao vivo no D-edge . Quem não estiver na capital paulista, ou não conseguir ir, não tem problema, ele poderá ser ouvido direto no site do clube.

Idealizado pelo duo Glocal, o show era marcado por bons DJs mostrando sets em tempo real, somados a comentários do povo que frequentava o saudoso apê/estúdio no centro da cidade. Tudo com muito bom humor, palavrões e impagáveis vinhetas.

Os convidados desta edição de retorno, serão Renato Cohen, Camilo Rocha e as atrações internacionais, Andy Blake & Djuma Soundsystem. Ainda rola um double drink até 00h00.

Resenha: Band of Horses no Beco SP

Depois de passarem meio desapercebidos no imenso line up da versão brasileira do Lolapalooza, os barbudos do Band of Horses retornaram ao Brasil para fazer sua própria mini tour. Ainda divulgando “Infinite Arms” de 2010, o quinteto se apresentou na segunda (21/05) na versão paulista do Beco para seus fãs, que saíram de casa sem se preocupar com uma ressaca em pleno início da semana.

Os americanos entraram em cena (com um atraso de quase uma hora) disparando a certeira “Factory“.  O grupo é frequentador de trilhas de filmes e seriados teens devido a seu apelo indie folk com boas dosagens de peso e melancolia. “The Funeral“, “Is There a Ghost“, “No One´s Gonna Love You” e “Dilly” foram algumas das faixas que empolgaram o público.

Empolgada também, estava a banda com a recepção calorosa do público paulista. Os próprios, declararam que era uma das melhores plateias pra quem  já tocaram, e querem voltar nos próximos anos. O set list foi finalizado com “Am I Good Man” ,e o vocalista Ben Bridwell exibia um papel escrito “You are a good man“, em nossa homenagem.

Fotos: Ozzie Gheirart

Resenha: James no Cine Joia

Fotos: Ozie Gheirart

Segunda (30/04), o dia chuvoso e gelado antecipava que a noite de véspera de feriado não seria fácil. Especialmente para todos paulistanos sedentos por diversão numa semana recheada de shows. O azarão desta lista,  é uma banda com trinta anos de bons serviços prestados e parte da empolgante cena “Madchester”.

Desde os 17 anos de idade imaginava como seria ver o James ao vivo, mas isso parecia algo que só aconteceria se viajasse para algum festival no exterior.  Ontem no Cine Joia com quase vinte anos de atraso, finalmente tive o prazer de vê-los de perto.

Boa parte das faixas executadas faziam eram dos álbuns “Seven” (1992) , “Laid” (1993) e “Whiplash”  (1997). Um deleite para o público indie veterano que estava em peso no local.  Outra coisa que presenciei foi a boa movimentação na banca de camisetas improvisada logo na entrada. Muitos fãs desembolsavam até 80,00 numa t-shirt oficial da tour. Sim, para as gerações passadas, ter um souvenir do evento é muito importante. Assim como é obrigatório ter a discografia em CD ou vinil.

Com um certo atraso, Tim Booth e seus comparsas surgem para a plateia que se aquecia ao som de Arctic Monkeys, The Smiths e The Jam. O início da gig foi morno, mas na terceira música fomos fisgados aos primeiros acordes de “Seven”, com direito a um mosh “versão light” do vocalista. O que presenciei em seguida foi um belo (e digno) Greatest Hits. “Laid”, “Say Something”, “Tomorrow”, “She´s a Star”, “Ring The Bells”, uma versão acústica de “Lose Control”, “Born of Frustation”, com o Mr. Tim cantando direto do bar do local (foto) e o hino “Sit Down” gritado em uníssono.

Após o término do espetáculo, os ingleses retornaram duas vezes após pedidos acalorados da platéia que estava decidida a ficar mais tempo no local.  “Sound” e “Sometimes” fecharam o início da madrugada. O James pode não dizer muita coisa para a geração que começou a consumir música no meio dos anos 2000, mas ainda diz muito para este que vos escreve.

Agradecimentos: Ana Claudia Sousa, Cine Joia, Ozie Gheirart (fotos)


Kraftwerk substituí Bjork no Sónar 2012

Após o cancelamento de uma das principais atrações do dia 11 do festival Sónar 2012, eis que surge a notícia do fechamento dos pais da música eletrônica, Kraftwerk,  cobrindo a islandesa Bjork (que está com inflamação nas cordas vocais e teve que adiar sua vinda a América do Sul).

Abaixo, segue a nota recebida da assessoria do evento:

“O Sónar São Paulo tem o enorme prazer em anunciar o reverenciado grupo alemão Kraftwerk, o mais importante artista de toda a esfera da música contemporânea, como o headliner do primeiro dia do festival – 11 de maio. Em atividade desde 1970, o Kraftwerk, famoso no mundo inteiro por conta de suas performances audiovisuais, fará no Sónar São Paulo um show especial em 3-D, uma experiência inédita no Brasil e que por enquanto só foi vista em Nova Iorque.

A banda que melhor soube prever o futuro do pop, desde 2005, quando fizeram uma performance em plena Bienal de Veneza, tem sido convidada para se exibir no contexto das artes visuais, especialmente museus. Mas nada se compara ao tratamento dado há cerca de duas semanas atrás (10-17 de abril) pelo prestigiadíssimo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMa), quando durante 8 noites consecutivas, o Kraftwerk apresentou no átrio do museu o projeto “Retrospective 12345678″, no qual apresentaram seu repertório completo – na íntegra e em ordem cronológica – e com acompanhamento visual em 3-D. Essa série de 8 shows foi vista por um público bastante reduzido, fazendo dela a mais disputada de todo o ano, por enquanto.

Kraftwerk é um dos nomes mais influentes não só da música dos últimos 40 anos (em especial o hip-hop e a eletrônica), mas de toda a arte contemporânea. Seus oito álbuns de estúdio – Autobahn (1974), Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977), The Man-Machine (1978), Computer World (1981), Techno Pop (1986), The Mix (1991) e Tour de France (2003) – são mais do que clássicos: são verdadeiros hinos da história recente mundial.

Formado por Ralf Hütter e Florian Schneider em 1970, na cidade de Dusseldorf, na Alemanha, em cerca de 5 anos o grupo já havia alcançado amplo reconhecimento internacional. Suas revolucionárias “pinturas sonoras”, sua experimentação musical com sintetizadores, composições com rítmos robóticos, técnicas avançadas de loop e os temas que anteciparam o impacto da tecnologia na arte e no cotidiano, influenciaram os mais variados artistas, nomes como AfrikaBambaataa, Devo, DepecheMode, FatboySlim, Chemical Brothers, Jay-Z e LCD Soundsystem – só para ficar entre aqueles que já samplearam o Kraftwerk em suas músicas.”