Kate Bush remixada por Louis La Roche

O DJ e Remixer britânico Louis La Roche deu seu toque pessoal a clássica “Running Up That Hill” da fantástica Kate Bush. A versão ficou fina e dançante. Ótima para pista ou lounge.

Certamente fará parte de meus DJ Sets e seleções musicais.

Ouça:

Entrevista: Audac

Foto por Isis Fritag

A cena musical curitibana continua a nos surpreender. O Audac é uma banda que surgiu por “acidente” da união de amigos que resolveram fazer experimentalismos musicais nas horas vagas. A brincadeira ficou séria e o quarteto já tem um bom EP lançado e uma série de apresentações marcadas em seu calendário.

Alyssa, Pablo, Débora e Alessandro uniram suas influências, que vão do shoegaze noventista ao synthpop dos anos 80, para dar os retoques finais a sonoridade de seu projeto. O grupo acaba de fazer uma mini tour que rendeu a abertura do show dos festejados Tame Impala na Popload Gig.

Aproveitando a passagem deles na capital paulista, bati um papo via e-mail. Espero conhecê-los pessoalmente em breve.

Foto por Fabricio Vianna

1 – Como pintou a ideia de formar a banda? Já era um projeto pensado há tempos?

Alyssa: Não era um projeto pensado, a gente nem pensou nunca em fazer show, no começo… a gente só fazia música no Logic e ia postando no myspace, não tinha banda.. não tinha bateria nem guitarra nem baixo… era tudo programado. Só que o tempo foi passando e a gente foi juntando mais gente mudando formação e agora estamos aí.

2 – De onde veio o nome Audac? Ele soa bem globalizado. Era essa a ideia?

Alyssa: Antes de ter o Audac eu e a Deb tinhamos uma banda chamada Texas Tornado (junto com rodrigo que também fundou o Audac com a gente e fez parte por um tempo) e nessa banda, o Texas, a gente usava uma bateria eletrônica muito antiga e com cinco ritmos chamada Audac e acabamos usando esse nome porque ele não é em nenhuma língua específica e não tem um significado nem nada…acho que era essa ideia sim (risos).

3 – Quais são as suas principais influências?

Alyssa: Olha, é tanta coisa e coisas diferentes, posso dizer quais são as coisas que mais escuto tipo Beatles, Tom Jobim, muito Tame Impala, Beck, Mew, Suite For Ma Dukes, Coconut Records… nossa muita coisa. Com certeza vou esquecer de algo.

Pablo: The Kills, Of Montreal, Ratatat

Alessandro: My Bloody Valentine, Ride, Slowdive, Gumball, Ariel Pink, Toro Y Moi, Washed Out, Chapterhouse, Shoegazerem geral, ouvia muito isso nos anos 90 e acho que fiquei muito influenciado, por isso que tenho curtido bastante a Chill Wave, pra mim e um flashback do que foi esse movimento.

Debora: Kraftwerk,Depeche Mode e New Romantics em geral.

4 – Que artistas novos da cena local vocês recomendam?

Alyssa: aqui em curitiba tem muita coisa boa, eu gosto muito do Plexo Solar, Trem Fantasma, Subburbia, Tangerine and Elephants, uh la la, Crocodilla , Ruido/mm, tem muitas bandas boas aqui.

Pablo: Subburbia e Tangerine and Elephants.

Debora: Gosto muito do Subburbia.

Alessandro: O mais novo, e que me impresssionou bastante foi Tangerine & Elephants , trem fantasma ( me lembra Tame Impala e Pink Floyd) Subburbia de paixão, Cassim, tudo o que ele faz, seja no Barbaria ou sem sua banda, Chucrobily Man, e ouvi umas músicas do Plexo Solar que gostei bastante, acho que é isso, a gente sempre esquece uma ou outra porque a galera sempre se encontra por aí e todo mundo é amigo.

5 – Como pintou o convite para abrir para o Tame Impala?

Alyssa: Foi um série de acontecimentos loucos. O Lúcio Ribeiro veio discotecar em uma festa em Curitiba e eu e o Pablo resolvemos ir lá tentar dar um EP nosso, conseguimos entregar mas ele tava levando uma mala cheia de CDs de bandas daqui e nunca achei que ia escutar a gente. Passaram alguns dias e fomos para o Lollapaloza em SP e acabei indo parar numa festa no Cine Joia, encontrei o Lúcio por lá e ele se lembrou de mim e disse que tinha gostado muito de “Bunker” uma das faixas do ep e perguntou se a gente não queria fazer uma session. Fizemos e muita gente elogiou recebemos vários convites e uma coisa foi levando a outra e nem eu sei direito como aconteceu isso, só sei que foram os melhores dias da minha vida, até então.

Alessandro: foi como a Alyssa disse no dia seguinte “Agora é só viver porque a vida já valeu a pena” melhor definição

6 – A faixa “Arno” faz mesmo alusão a famosa marca de eletrodomésticos?

Tem um cantor chamado Arno bem das antigas… tá, mentira, a gente olhou pro ventilador num dia de calor e foi isso “Arno”!

7 – Planos para os próximos meses?

Alyssa: Tocar! Cada vez mais e cada vez mais longe.

Pablo: Planos para os próximos meses? Ficar rico!

Alessandro: Ensaiar muito e tocar o máximo de shows que rolarem ate o final do ano, em Curitiba e fora daqui.

Debora: Tocar e viajar.

DeltaFoxx e Karla Testa – Baile After Dark

DeltaFoxx é a nova empreitada musical do produtor Fábio Pop. Ele já esteve envolvido com outros projetos como o Suíte Super Luxo, Solo Deluxe & Club Silêncio. Seus últimos trabalhos com a banda ficavam no meio (e bom) caminho da eletrônica aliada ao indie rock.

Agora, ele retorna com uma sonoridade um pouco mais “pop” e conta com a participação da cantora Karla Testa na faixa “Baile After Dark“, lançada simultâneamente no YouTube e no Soundcloud.

Entrevista: We Say Go

Foto por Gabriel Boizinho

Angelo Malka e Leandro Pankk , conheceram-se entre a cena hardcore e indie paulista para se dedicarem anos depois a música eletrônica com o projeto We Say Go. O duo tem feita apresentações nas principais casas do segmento alternativo promovendo uma boa discotecagem unindo rock e dance music das últimas três décadas.

A dupla retornou de uma breve tour pelo Reino Unido, sendo que uma das datas foi a convite de Peter Hook – O eterno baixista do New Order/Joy Division.  Acreditem se quiser, eu tinha sido chamado para abrir o show dele no Rio de Janeiro, mas infelizmente estava impossibilitado devido a um freela que me tomou tempo demais.

Os rapazes se preparam para lançar um trabalho com composições autoriais e se aventurarem ainda mais na cena noturna nacional.

1 – Como vocês começaram suas carreiras no mundo da música?

 

Leandro Pankk: Meu pai foi comprar cigarro e nunca mais voltou, mas me deixou três coisas, 3 fitas k7: Johnny Rivers, Afrika Bambaataa e Thriller do Michael Jackson, ouvir aquilo pra mim foi o inicio. Tive a minha primeira quando eu tinha 16 anos, era uma banda com amigos que estudavam comigo no Senai, eu cantava, fiz minhas primeiras aulas de canto nessa época. Sabíamos que não éramos a melhor banda do mundo hahahah, mas mesmo assim era divertido porque tentamos fazer as nossas próprias músicas. Depois que essa banda acabou, um dia eu estava andando na galeria do rock e dentro da loja do Fabio do Olho Seco havia um cartaz feito com marcador: “Procura-se vocalista para banda de hardcore”, não anotei o telefone, arranquei o cartaz para que com isso eu fosse o único candidato para a vaga e logo eu entraria para a banda, e adivinhe… eu consegui! Toquei com eles durante uns três anos.

Mais tarde veio o The Granada Rei, foi aí que eu e o Malka tocamos juntos pela primeira vez, era uma banda de era de punk rock e experimentamos muita coisa nela, no fim não sabemos se era mesmo uma banda de punk rock. Agora eu e o Malka estamos juntos novamente e temos “uma banda de dois”.

Angelo Malka: Minha história musical começou aos sete anos de idade, quando fiz aulas de teclado incentivadas pelo meu pai, também músico, cerca de seis meses depois me apresentei no auditório municipalem São Caetano do Sul juntamente com outros alunos, tocando In The Mood, um clássico do jazz, desde então sabia que aquilo era minha salvação ou perdição, depois disso passei por uma banda de punk-rock chamada Smelly Cats, por uma banda de covers chamada Omega Mary que tocava no antigo Madame Satã e outras casas, pela banda de punk-rock com o Pankk até que cheguei no Starfish 100 ao lado do Demys Schinider, um alemão maluco que me ensinou muito do que sei hoje sobre criar melodias, cansado da dinâmica de banda que temos aqui no Brasil e a chamado do Pankk montamos o We Say Go e cá estou.

2 – Quem os inspirou no início? Como se conheceram e formaram um duo?

 

Leandro Pankk: O New Order sempre foi uma grande inspiração pra gente e ser convidado pra tocar com o Peter Hook no Rio de Janeiro no ano passado foi um grande presente pra gente, foi uma noite linda.

Acho que o ano era 2003, foi quando nos conhecemos e tocamos juntos em uma banda que eu tinha na epóca, foi divertido e fizemos coisas bem legais nessa banda. Ficamos algum tempo sem nos falar sei lá porque, mas em 2009 liguei pro Malka com a idéia de montar um novo projeto, ele topou na hora e na semana seguinte já estavamos trabalhando juntos de novo. Alguns meses depois na Caravana da Coragem a convite do Hero Zero fizemos a nossa primeira apresentação, era o reveillon do agora extinto Vegas Club, ali começava uma nova fase das nossas vidas.

3 – E o nome “We Say Go”? Foi ideia de quem?

 

Angelo Malka: Ele surgiu um dia que estávamos bem no começo do nosso trabalho, onde procurávamos um nome simples de grudar na cabeça de alguém que ouvisse e que representasse nossa essência “up”, algo como um grito da nova geração da música, depois de quase desistir pela procura, e tentar várias fórmulas os dois cheguei com o nome e o Leandro aprovou, aí desde então somos conhecidos por We Say Go.

4 – Vocês acham que os DJs de rock deveriam praticar mais? Muitos profissionais do estilo ficaram estagnados e costumam torcer o nariz quando a técnica é levada ao estilo.

 

Leandro Pankk: Praticar nunca é demais, procuramos aprender mais a cada discotecagem que fazemos, seja tocando rock ou techno. Tocar rock na pista não é tão fácil quanto parece. É muito bom e divertido ver djs como o Dubstrong, Wendell Beatmasters, Zegon, Guab entre outros tocando rock com técnicas que trouxeram de outra linha de discotecagem, e claro, existem outros djs incríveis de rock tocando de formas diferentes pela cidade, cada um teve a sua escola e os que fizeram à lição de casa são os mais interessantes.

5 – Como foi a experiência tocando no Reino Unido?

 

Angelo Malka: No Reino-Unido tivemos a oportunidade de mostrar nosso trabalho, mas também aprender muito, ver qual é o nível dos músicos que residem lá, e perceber o que precisamos aprimorar e o que devemos manter das nossas performances ao vivo com instrumentos e vocais, mostramos nosso trabalho inédito ainda e vimos um pouco da diferença cultural do local, as pessoas vão para os clubes para ouvir as músicas novas e não só pegar o que já está mastigado, um dos locais foi o clássico Vibe Bar em Bricklane, local onde ocorre a música nova em Londres e mesmo local onde o Copacabana Club tocou três dias depois, inclusive tivemos o prazer de voltar no avião com o novo guitarrista da banda.

6 – Planos para 2012?

 

Leandro Pankk: 2011 foi um ano incrível pra gente e é o que esperamos também pra 2012, queremos tocar muito e mostrar o nosso trabalho para todo o publico que esteja interessado no que fazemos, esteja ele no underground ou não. Adoramos viajar e sempre somos muito bem recebidos quando estamos fora, isso faz a gente querer mais, é viciante. Pretendemos também lançar um EP em breve, video clipe e merchandising. Estamos trabalhando pra isso.

7 – Pretendem lançar mais produções autorais?

 

Angelo Malka: Pretendemos lançar muita coisa, hoje eu diria que juntando as composições minhas e do Leandro e as que fizemos juntos, temos cerca de vinte músicas inéditas prontas para irem pra Beatmasters (nossa parceira de estúdio) para uma produção boa para lançamento, o fato é que desde o começo do nosso trabalho temos a idéia que só podemos lançar uma música quando ela chegou num ponto de qualidade aceitável, e isso requer muita dedicação e trabalho, em questão de timbres e melodias queremos transparecer o que nossa alma quer dizer com aquilo, ainda esse ano vamos lançar um EP com músicas completamente inéditas além deste novo single e estamos com conversas com alguns selos para esse lançamento.

Set Desobezzi#2 no ar pelo deepbeep

Desobezzi em sua versão 2. Set direcionado a indie house, nu disco e vertentes. Tem remixes do Bottin, Gigamesh, Zopelar, e faixas autorais de Todd Terje, Glocal, além de uma cover inusitado do Holy Ghost. Ouçam e me contactem.

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