DJ Set no James em Curitiba (12/10)

Sexta (12/10) volto a Curitiba após quase um ano. Toco na festa Alta Fidelidade comandada pelos amigos Alexandre Dantas e Claudio Yuge. No som, indie rock, novidades, alguns clássicos e pop. Compareçam.

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Entrevista: Audac

Foto por Isis Fritag

A cena musical curitibana continua a nos surpreender. O Audac é uma banda que surgiu por “acidente” da união de amigos que resolveram fazer experimentalismos musicais nas horas vagas. A brincadeira ficou séria e o quarteto já tem um bom EP lançado e uma série de apresentações marcadas em seu calendário.

Alyssa, Pablo, Débora e Alessandro uniram suas influências, que vão do shoegaze noventista ao synthpop dos anos 80, para dar os retoques finais a sonoridade de seu projeto. O grupo acaba de fazer uma mini tour que rendeu a abertura do show dos festejados Tame Impala na Popload Gig.

Aproveitando a passagem deles na capital paulista, bati um papo via e-mail. Espero conhecê-los pessoalmente em breve.

Foto por Fabricio Vianna

1 – Como pintou a ideia de formar a banda? Já era um projeto pensado há tempos?

Alyssa: Não era um projeto pensado, a gente nem pensou nunca em fazer show, no começo… a gente só fazia música no Logic e ia postando no myspace, não tinha banda.. não tinha bateria nem guitarra nem baixo… era tudo programado. Só que o tempo foi passando e a gente foi juntando mais gente mudando formação e agora estamos aí.

2 – De onde veio o nome Audac? Ele soa bem globalizado. Era essa a ideia?

Alyssa: Antes de ter o Audac eu e a Deb tinhamos uma banda chamada Texas Tornado (junto com rodrigo que também fundou o Audac com a gente e fez parte por um tempo) e nessa banda, o Texas, a gente usava uma bateria eletrônica muito antiga e com cinco ritmos chamada Audac e acabamos usando esse nome porque ele não é em nenhuma língua específica e não tem um significado nem nada…acho que era essa ideia sim (risos).

3 – Quais são as suas principais influências?

Alyssa: Olha, é tanta coisa e coisas diferentes, posso dizer quais são as coisas que mais escuto tipo Beatles, Tom Jobim, muito Tame Impala, Beck, Mew, Suite For Ma Dukes, Coconut Records… nossa muita coisa. Com certeza vou esquecer de algo.

Pablo: The Kills, Of Montreal, Ratatat

Alessandro: My Bloody Valentine, Ride, Slowdive, Gumball, Ariel Pink, Toro Y Moi, Washed Out, Chapterhouse, Shoegazerem geral, ouvia muito isso nos anos 90 e acho que fiquei muito influenciado, por isso que tenho curtido bastante a Chill Wave, pra mim e um flashback do que foi esse movimento.

Debora: Kraftwerk,Depeche Mode e New Romantics em geral.

4 – Que artistas novos da cena local vocês recomendam?

Alyssa: aqui em curitiba tem muita coisa boa, eu gosto muito do Plexo Solar, Trem Fantasma, Subburbia, Tangerine and Elephants, uh la la, Crocodilla , Ruido/mm, tem muitas bandas boas aqui.

Pablo: Subburbia e Tangerine and Elephants.

Debora: Gosto muito do Subburbia.

Alessandro: O mais novo, e que me impresssionou bastante foi Tangerine & Elephants , trem fantasma ( me lembra Tame Impala e Pink Floyd) Subburbia de paixão, Cassim, tudo o que ele faz, seja no Barbaria ou sem sua banda, Chucrobily Man, e ouvi umas músicas do Plexo Solar que gostei bastante, acho que é isso, a gente sempre esquece uma ou outra porque a galera sempre se encontra por aí e todo mundo é amigo.

5 – Como pintou o convite para abrir para o Tame Impala?

Alyssa: Foi um série de acontecimentos loucos. O Lúcio Ribeiro veio discotecar em uma festa em Curitiba e eu e o Pablo resolvemos ir lá tentar dar um EP nosso, conseguimos entregar mas ele tava levando uma mala cheia de CDs de bandas daqui e nunca achei que ia escutar a gente. Passaram alguns dias e fomos para o Lollapaloza em SP e acabei indo parar numa festa no Cine Joia, encontrei o Lúcio por lá e ele se lembrou de mim e disse que tinha gostado muito de “Bunker” uma das faixas do ep e perguntou se a gente não queria fazer uma session. Fizemos e muita gente elogiou recebemos vários convites e uma coisa foi levando a outra e nem eu sei direito como aconteceu isso, só sei que foram os melhores dias da minha vida, até então.

Alessandro: foi como a Alyssa disse no dia seguinte “Agora é só viver porque a vida já valeu a pena” melhor definição

6 – A faixa “Arno” faz mesmo alusão a famosa marca de eletrodomésticos?

Tem um cantor chamado Arno bem das antigas… tá, mentira, a gente olhou pro ventilador num dia de calor e foi isso “Arno”!

7 – Planos para os próximos meses?

Alyssa: Tocar! Cada vez mais e cada vez mais longe.

Pablo: Planos para os próximos meses? Ficar rico!

Alessandro: Ensaiar muito e tocar o máximo de shows que rolarem ate o final do ano, em Curitiba e fora daqui.

Debora: Tocar e viajar.

Conheça o Quick White Fox

Mais uma boa surpresa da cena nacional para fechar bem esse ano musical. O Quick White Fox  vem da escola das boas bandas que praticam a mistura de indie, pop e eletrônico em seu cardápio sonoro.

Formado por Naomi (Vocal/Guitarra), Gean (Guitarra/Baixo), Debs (Teclado/ Backing) & Mel (Bateria/ Backing), o quarteto curitibano começa a dar as caras tanto no cenário virtual, como no circuito de casas independentes batalhando para ser ouvido por um público ainda maior.

As simpáticas Mel e Naomi conversaram comigo via e-mail:

1 – Onde e como nasceu o grupo?

Naomi: O Quick White Fox nasceu em Curitiba, no início de 2011. Eu e a Mel (batera) já tínhamos tocado juntas em outra banda e decidimos começar um novo projeto. Trocamos umas bases no final do ano passado, mas logo percebemos que iríamos precisar de mais integrantes. Daí ela chamou o Gean, pra tocar guitarra e eu chamei a Debs (minha irmã) pra tocar baixo. Hoje a Debs toca sintetizador e o Gean toca baixo, além da guitarra.

2 – A escolha em cantar e ter um nome em inglês foi primordial?

Naomi: Olha, na verdade, não sei fazer de outra forma. Cresci ouvindo mais música em inglês e parece que é assim que as minhas devem soar, sabe? Já tentei compor alguma coisa em português, mas ficou muito ruim, vergonhoso até… Ao vivo, arriscamos uma frase ou outra, porque realmente fica legal. Mas, por enquanto, não rola. Quanto ao nome, lembro que a gente queria algo bem simples, de uma só palavra, para que as pessoas lembrassem com maior facilidade. Fizemos uma enorme lista, inclusive com nomes em português, ou nomes que fossem bilíngües, e por votação foi escolhido Quick White Fox… Acho que simpatizamos com ele!

Mel: Acreditamos que podemos ter um alcance maior da nossa música uma vez que o inglês é um idioma mundialmente falado. Tem até gente de fora curtindo nosso som!

3 – Normalmente, o quê inspiram as composições de suas faixas?

Naomi: pensamentos randômicos sobre uma determinada situação, história, momento, conselhos, angústias, sonhos, alguma coisa que eu li ou vi ou que alguém me disse e por aí vai. É difícil não ser introspectiva nessa hora. Sou extremamente tímida, acho que o que eu não consigo falar pras pessoas, falo pras minhas músicas.

4 – Quais são as suas principais referências?

Naomi: Todos na banda trazem suas próprias referências, e acho que isso é que torna as composições mais interessantes. Não temos uma linha a seguir, nem gostamos muito de definir o nosso som, é mais fácil deixar isso pra quem ouve. Se for pra citar, acho que para cada música utilizamos uma referência chave… já tentamos The Cars, Gwen Stefani, Metronomy, Miami Horror, Alphabeat… no último ensaio rolou até versões à la Iron Maiden e Rage Against the Machine!

Mel: Concordo com a Naomi, acho que não dá para definir muito nosso som até pela variedade de referencias que vão de Pop e eletrônico até black music… Viemos de lugares diferentes e acho que isso influencia nas referências musicais de cada um.

5 – O EP de vocês teve destaque há pouco tempo no site da Trama, como o público virtual tem reagido à suas músicas?

Naomi: pois é, o lance da Trama nos pegou de surpresa! Saí dando pulos pela sala! Ficamos mais felizes ainda com a galera compartilhando o link! É uma bola de neve, no bom sentido. Acho incrível quando as pessoas adicionam, curtem, entram em contato com a gente, por causa do nosso som… achava que era tudo jabá.

Mel: Pois é, a gente consegue mensurar bastante as reações do público pelas redes sociais. Tem muita gente curtindo nossa página no Facebook, nos seguindo no twitter e postando quais músicas gostam mais. Teve até post falando que nosso som é legal de ouvir em domingo de sol, para fazer faxina, para desestressar… rs…

6 – Como anda a cena de Curitiba? Quais artistas valem uma audição?

Mel: Digamos que com o Copacabana Club e com a Banda mais bonita da cidade, voltaram as atenções para cá…

Naomi: da cena independente de Curitiba recomendo: Mistinguett Live, Audac, Our Gang e Uh La La.

DJ Set no James (18/11/11) em Curitiba

Depois de ficar um longo intervalo sem visitar o Paraná, nesta sexta (18/11) retorno para matar saudades de meus amigos de Curitiba e tocar no tradicional James Bar, que se encontra com mais cara de clube atualmente.

Marco presença na festa Alta Fidelidade tocando um set mais voltado a novas tendências e um ou outro clássico no meio pra não perder o costume. Aguardo vocês.

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