Resenha: James no Cine Joia

Fotos: Ozie Gheirart

Segunda (30/04), o dia chuvoso e gelado antecipava que a noite de véspera de feriado não seria fácil. Especialmente para todos paulistanos sedentos por diversão numa semana recheada de shows. O azarão desta lista,  é uma banda com trinta anos de bons serviços prestados e parte da empolgante cena “Madchester”.

Desde os 17 anos de idade imaginava como seria ver o James ao vivo, mas isso parecia algo que só aconteceria se viajasse para algum festival no exterior.  Ontem no Cine Joia com quase vinte anos de atraso, finalmente tive o prazer de vê-los de perto.

Boa parte das faixas executadas faziam eram dos álbuns “Seven” (1992) , “Laid” (1993) e “Whiplash”  (1997). Um deleite para o público indie veterano que estava em peso no local.  Outra coisa que presenciei foi a boa movimentação na banca de camisetas improvisada logo na entrada. Muitos fãs desembolsavam até 80,00 numa t-shirt oficial da tour. Sim, para as gerações passadas, ter um souvenir do evento é muito importante. Assim como é obrigatório ter a discografia em CD ou vinil.

Com um certo atraso, Tim Booth e seus comparsas surgem para a plateia que se aquecia ao som de Arctic Monkeys, The Smiths e The Jam. O início da gig foi morno, mas na terceira música fomos fisgados aos primeiros acordes de “Seven”, com direito a um mosh “versão light” do vocalista. O que presenciei em seguida foi um belo (e digno) Greatest Hits. “Laid”, “Say Something”, “Tomorrow”, “She´s a Star”, “Ring The Bells”, uma versão acústica de “Lose Control”, “Born of Frustation”, com o Mr. Tim cantando direto do bar do local (foto) e o hino “Sit Down” gritado em uníssono.

Após o término do espetáculo, os ingleses retornaram duas vezes após pedidos acalorados da platéia que estava decidida a ficar mais tempo no local.  “Sound” e “Sometimes” fecharam o início da madrugada. O James pode não dizer muita coisa para a geração que começou a consumir música no meio dos anos 2000, mas ainda diz muito para este que vos escreve.

Agradecimentos: Ana Claudia Sousa, Cine Joia, Ozie Gheirart (fotos)


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2 pensamentos sobre “Resenha: James no Cine Joia

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