Entrevista: Sunsplash

Misturando house, tropical bass e funk aliados a vocais em português & espanhol, o Sunsplash é um duo brasileiro/venezuelano formado por Alberto Stangarone e Clarissa Steed. Assim como outros produtores oriundos da década passada, ambos estiveram envolvidos em grupos de rock antes de se jogarem de vez na música eletrônica.

O casal trabalhou com os selos Djs are not Rockstars (USA) & Cocobass (Ven/Mex). Também remixaram nomes como LOL Boys, Cory Blaine, Maria y Jose , Pocz  e Jovenes Y Sexys. Atualmente, lançaram na rede o EP “Live in Maracana” que teve em seu dia de lançamento um expressivo número de downloads.

Confira a entrevista abaixo:

1 – Como pintou a ideia de montar o projeto?

E a típica historia “Boy Meets Girl in NYC”. Em 2007 eu tocava no LIT, um bar super rock’n Roll de Manhattan. Um dia ele apareceu por lá, e gostei muito da banda que ele tinha na época, Todossantos. Nisso, nossas crews juntaram forças e começamos a fazer a festa “That’s what we call a party”, com bandas  e dj’s em varias casas do Brooklyn. A coisa foi crescendo, chegamos a fazer uma turnê pelo Estados Unidos. Em 2009 resolvemos montar o Sunsplash.

2 – Assim como muitos produtores vindos dos 2000, Vocês tiveram um background mais roqueiro. Morreram as barreira entre o eletrônico e outros estilos?

Com certeza! A mesma galera que vai nos nossos shows eu vejo também nos do Death from Above, por exemplo. Acho que música para ser gostada, tem que ser boa e ponto. Nos dias de hoje nÓs (e a garotada) produzimos  na frente do computador, com sintetizadores e distorção de guitarras…Então acho que é super natural a evolução, ate não haver mais barreiras.

3 – Quais DJs e grupos que vocês curtem e te influenciam?

Gostamos de Quest, Zuzuka Poderosa, Buraka Som Sistema, Munchi, LOL Boys, Ramadanman, Girl Talk, Dan Deacon e a crew do rio de janeiro Rio Neurotic Bass…Eu estou ouvindo muito Dancehall, ritmos caribenhos cafonas, com muita bunda suada. Ao mesmo tempo que, eu sou viciada em Minimal Techno. Toco em festas ate hoje, e volta e meia  as 10 da manha estou voltando pra casa…  Estou ouvindo no Repeat o último álbum do Piemont, Sand Hills.

4 – Gostei da “Interference”. Como foi compor uma faixa com esse ruído tão irritante?

Tivemos a idéia de Interference com o sample de telefone pra deixarem as pessoas confusas. Volta e meia quando a faixa entra vejo a galera mexendo o telefone, pra interferência desaparecer. Essa musica e a minha favorita, e fala que vamos fazer uma “interferência” na ceninha pop musical. E a guitarrinha foi sampleada da nossa velha conhecida Britney Spears.

5 – Como tem sido recebido o Live de vocês? Os gringos sacaram a pegada tropical?

A gringaiada adora. Eles não tem idéia do que a gente esta cantando, mais eles gostam dessa energia latina, sim. Eu ensino a mulherada sambar, e os meninos a “descer ate o chão”. O nosso primeiro single foi lançado pelo selo Dj’s are not rockstars, que esta abrindo as portas pro Tropical Bass nos estados unidos, junto com a Mad Decent.  E só de voce falar que e do Brasil….Galera pensa em “festa”…ou “fiesta”.

6 – Porquê o título “Live in Maracana”?

Porque abrimos pro Skank ano passado no Maracana e resolvemos gravar o set. Não ficou ótimo?

7 – E como sempre pergunto: Planos para voltar ao Brasil para algumas apresentações?

Com certeza! Em Dezembro vamos para Venezuela, Colômbia e Argentina. No começo do ano que vem estaremos aí. Estamos com um montão de shows marcados e a nossa primeira apresentação vai ser na 4e20, festa do meu camarada de longa data Felipe Barros. Apareçam e vamos fazer vocês também “descerem até o chão”!