Um Ex-Colecionador (?)

“Parte da velha coleção de CDs e Compactos”

Nunca sabemos ao certo quando nos tornamos colecionadores. Especialmente quando criamos uma compulsão em acumular coisas.  Até 1996, eu era o típico caso obsessivo. Daqueles que perdiam o sono caso não completassem alguma coleção. Comecei colecionando HQs da Marvel e livros sobre vida selvagem. Depois, latas de cerveja , bonequinhos do He-Man, G.I. Joe, Transformers, Thundercats, miniaturas de dinossauros. Tudo que pudesse exibir numa estante e exigisse uma boa limpeza semanal.

Passando um tempinho, foi a vez dos livros de super heróis japoneses e fitas de vídeo com episódios dos mesmos. No meio de tudo isso, gravava fitas K7 dos discos do meu irmão mais velho – antes de começar a comprar meu próprio acervo. Fui me apaixonando pelos vinis e chegou uma hora que tinha um número considerável deles. Na maioria de heavy metal, trilhas-sonoras e new wave.

“Vinis e mais vinis”

Na adolescência com a popularização dos CDs, deixei o bolachão e as fitas meio de lado e comecei a comprar mais disquinhos digitais. Era um rato de lojas desse tipo…até o dia que comecei a trabalhar numa loja/importadora. Parte do meu salário ia em edições limitadas e outras coisas que traziam alegria a um viciado em rock alternativo. E quanto mais obscuro o título, melhor.

Depois de um tempo, desencanei de viver em função dessas coisas. Fora a coleção de discos, metade das outras foram doadas, trocadas ou vendidas a outros aficcionados. Jurei que não iria mais acumular tralha na minha casa e ia ter só o que eu gosto muito. Um belo dia olhei meu armário de camisetas e percebi que tenho uma nova e numerosa coleção. Certas coisas nunca vão mudar!