Meus 25 anos

Nem muito longe e nem tão próximo… assim eu posso definir os 25 anos de vida. Um quarto de centenário, um período em que muitos de nós já fizeram suas descobertas. Já sabemos como certas substâncias ilícitas funcionam na mente e dos estragos que um porre e uma noite de sexo casual podem nos render.

Lembro de ter tido a famosa crise da meia idade nesta época. Me considerava velho demais para certas coisas e ao mesmo tempo não muito maduro para encarar responsabilidades que me tirariam o sono. Até hoje sou preocupado. Afinal, vivo numa cidade onde trabalho fixo não é garantia de eterna segurança financeira.

Pois bem, lembro que trabalhava numa emissora de TV no departamento de promo/gráficos. Acho que foi um dos melhores empregos que tive, apesar do salário risível. Éramos como uma espécie de família naquele espaço e sempre rolava de trombar alguma personalidade da música no elevador ou nos corredores quando eu tinha que entregar fitas para as ilhas de edição. Também era frequentemente escalado para ser ator em vinhetas. Até num curta eu havia sido personagem principal.

Mesmo ressacado de uma noitada no meio da semana, ia trabalhar de bom humor. Hoje em dia nem posso vislumbrar de botar o pé pra fora de casa num dia útil. Minha recuperação anda demorada. Sempre tive cara de moleque e isso chamava a atenção de um grupo peculiar de mulheres. Me entendia bem entre quatro paredes com as mais velhas. Dois ou até dez anos a mais. Eram criaturas interessantes que me graduaram na arte de fazer amor com prazer.

Antes dos 25, reparei que tentamos impressionar a parceira, e vice-versa. É mais um teatro do que a busca de um orgasmo mútuo. Isso foi ficando claro com o passar dos anos. Hoje em dia fujo de garotas muito novas…e também das mais velhas. Algumas que conheci moravam perto do meu trabalho, então, sempre pintava um convite via ICQ ou no Outlook da “firma”. Sim, em 2001 o máximo de tecnologia era um Mac de 3 gigas.

Minha turma de amigos era quase a mesma de hoje em dia. Com exceções dos que se converteram a alguma religião, ou se foram por não agüentar a pressão do mundo. As opções de diversão eram escassas. Tinha a velha Torre do Dr. Zero, onde eu tocava de vez em quando, o Matrix , e sua mesma seqüência de músicas, Stereo (onde atualmente funciona o D-edge), a  Lôca, shows de bandas de amigos, e algumas festas fechadas onde a estrela da noite era o open bar.

Digamos que foi um tempo de transição e quando meu “famoso” mau humor tornou-se algo humorístico. Não posso dizer que foi sensacional, nem ruim. Apenas tinha que ser. As verdadeiras grandes mudanças iriam acontecer nos próximos dois anos. Mas isso é outra história.

Texto feito originalmente para o blog “25 anos“.

Um pensamento sobre “Meus 25 anos

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