Entrevista : CSS

Gostem ou não, o CSS está de volta. O combo que conseguiu a proeza de ser a banda brasileira mais conhecida no exterior desde o Sepultura prepara-se para passar pelo crivo dos fãs e críticos em seu terceiro trabalho. Nos dias de hoje, não é nada fácil conseguir emplacar mais de dois singles, quanto mais um álbum com dez ou mais composições.

Tive a chance de rever alguns integrantes da banda no ano passado e ouvir trechos das demos, assim como empolgante show que teve em São Paulo há poucos meses atrás. Mostrando um grupo afinado e mais maduro em cima do palco. “La Liberación está previsto para sair no exterior no mês que vem. Uma boa amostra foi “Hits Me Like A Rock“.

Bati um papo com minha velha amiga Ana Rezende que cedeu boas informações sobre o próximo petardo, o quê andam ouvindo e planos para voltar ao país.

1 – O quê podemos esperar do novo álbum do CSS?

Gravamos o disco num momento muito bom. Estávamos felizes, com tempo de sobra pra fazer o que a gente queria, e trabalhando na Coletiva, que é a produtora do Adriano. Isso foi importante porque tínhamos uma casa incrível praticamente só pra gente. Foi um processo muito bom e muito calmo. Isso foi muito diferente dos primeiros dois discos.

O primeiro foi gravado sem a gente saber se íamos lançar ou não num quartinho de 5 metros quadrados na casa que a Carol e o Adriano moravam em 2005.

O segundo foi gravado em três meses, no meio de um monte de tour, num momento complicado – saindo de um problema gigante com uma pessoa que cuidava do nosso dinheiro e que sumiu com tudo – e as musicas foram compostas em tour.

Essa diferença toda nos momentos em que estávamos passando contribuiu pra uma diferença sonoridade muito grande entre os discos, e acho que esse terceiro, embora a gente esteja num momento mais feliz e mais próximo do primeiro disco, faz com que os seja também diferente, porém com a nossa cara.

2 – Além do Bobby Gillespie, tiveram outros convidados nas faixas?

Sim, uma participação que pra gente é uma honra incrível foi a do Mike Garson, tecladista do David Bowie e que toca aquele piano em Aladdin Sane. Ele compôs e tocou piano na faixa “Partners in Crime”.

Outra foi o Cody Critcheloe de uma banda muito boa chamada Ssion, que já fez muita turnê com a gente. Ele é foda, a gente ama o trabalho dele, e ele participa numa faixa chamada City Grrrl.

Por último tem o Ratatat que a gente sempre gostou. Já que são amigos antigos de turnês antigas que re-trabalharam a música Red Alert. Essa música já estava pronta, e a Lovefoxxx teve a ideia de entregar a musica pra eles trabalharem em cima. Deu super certo e a versão deles acabou virando a oficial de tão boa que ficou!

3 – Gosto muito do “Donkey”, apesar de terem críticos que o consideraram mais sério e menos festivo que o trabalho de estreia. Acha que foi mal interpretado por alguns fãs?

Acho que sempre quando você faz algo bem sucedido, as pessoas esperam que seu próximo trabalho seja parecido. Eu tenho muito orgulho de ter feito uma coisa completamente diferente do que todo mundo esperava, e com sucesso. Não tivemos um hit como Let’s Make Love, mas com o Donkey a gente viajou o mundo inteiro de novo, e ainda tivemos a oportunidade de lançar o terceiro disco pela Coop.

Penso que os nossos fãs gostam da gente porque tudo que a gente faz é muito espontâneo e verdadeiro. Tentar fazer o que a gente fez no primeiro disco no segundo seria muito fake.

4 – Vocês pretendem lançar mais um single antes do lançamento oficial?

Não. O próximo single sai com o disco dia 22 de agosto na Europa no EUA e no Japão… No Brasil eu não sei quando sai ainda, mas não deve ser muito depois disso.

5 – Muita gente que começou com vocês não conseguiu continuar a carreira ou desistiram no meio do caminho. Isso calou a boca de muito jornalista que os julgavam mal no início de carreira?

Sim, mas também a gente nunca fez nada pensando no que essas pessoas iam escrever, então nada do que foi falado da gente na imprensa determinou a nossa carreira, e acho que isso faz essas pessoas odiarem a gente mais ainda, mas a realidade é que esses jornalistas são bem indiferentes na vida do CSS.

6 – O quê vocês tem ouvido de bom (e ruim)?

Olha Bezzi, a gente ouve MUITA Shakira. Shakira é muito bom. Tanto na época do “Piez Descalços” quanto a fase Rabiosa, mas é indiscutível que a melhor musica da Shakira é “La Tortura featuring Alejandro Sanz”. Se você der uma chance pra essa musica, não tem como não ficar viciado. E o clipe é MUITO bom. Roxette é uma coisa que a gente também nunca deixa de ouvir.

Das coisas mais novas tenho ouvido muito o disco novo da Lykke Li. Foi produzido pelo Bjorn do Peter, Bjorn and John que é um gênio. Ele é tipo o Butch Vig dos nossos tempos. Ele fez também um outro disco que eu amo que é o What If Leaving Is a Loving Thing do Sahara Hotnights. Eu tenho ouvindo bastante o disco novo da PJ Harvey que é diferente de tudo que ela já fez e tão incrível quanto.

Também gosto muito do ultimo disco do Arcade Fire. Eu sempre tive uma birra de Arcade Fire, mas esse ultimo disco é muito bom. E o Kanye West. Eu odeio ele, mas o último disco é muito bom.

2 pensamentos sobre “Entrevista : CSS

  1. Pingback: Bezzi entrevista o CSS | Factóide!

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Vai, pode falar.

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