Entrevista: Dorgas

O quarteto carioca Dorgas surge como um dos bons nomes da cena indie nacional praticando um som lisérgico e sem contra indicações.

Com um EP e dois singles lançados, os rapazes estão fazendo barulho no mundo virtual e fechando apresentações no concorrido eixo Rio/São Paulo.

Saiba mais sobre eles na entrevista abaixo:

1- De onde veio o nome Dorgas? Achei no mínimo interessante.

Eu (Cassius) e o Guerra costumávamos sair para algumas festinhas e sempre encontrávamos alguns jovenzinhos bêbados que ficavam torrando nossa paciência e a gente chamava esses rapazes e moças de dorgas. Quando fizemos a banda, não queríamos pensar muito em um nome e “dorgas” era uma das expressões que mais usavámos na época e acabou ficando na falta de algo melhor. Hoje em dia gostamos do nome, ele é bastante sintético e não quer dizer nada diretamente, além de não sermos muito fãs de nomes pomposos.

2-Notei algumas influências de ambient, post rock, jazz…quais sons motivam vocês?

Acho que tudo motiva a gente. Nada específico. Não se pode dizer que escutamos ambient ou post-rock, não é muito a nossa onda… Gostamos de coisas com groove, melodias bonitas e também de uns proibidões aí.

3-Quais as bandas que vocês curtem em comum?

Stevie wonder, Marvin gaye, Madvillain, Mc Mazinho… é mais ou menos isso.

4- Em alguns momentos as faixas soam como trilha de um filme passado numa paisagem inóspita. Gostam de trilhas?

Nós queríamos que alguma canção nossa fizesse parte da trilha de algum filme pornô, acho que poucas coisas nos deixariam mais satisfeitos. Nós gostamos de trilha de alguns jogos de vídeogame, tipo bomberman hero, zelda, chrono trigger, final fantasy… A canção tem que ser muito boa para que você possa escutá-la em seguida, às vezes por mais de meia hora enquanto joga.

Quanto à trilhas de filme, eu pessoalmente gosto do Nino Rota e do George Gershwin, pra citar exemplos. Acho o tema principal da Lista de Schindler de uma sensibilidade absurda, principalmente na versão violino e piano e acho que o Yann Tiersen é um cara que cria temas bacanas.

5- A cena melhorou ou piorou nos dias de hoje. Aonde é mais difícil fechar shows?

Esse papo de cena é complicado, o que exatamente compõe uma? Aqui no rio temos algumas bandas boas e poucos lugares para tocar. Até agora só fizemos shows no Rio e em São Paulo e a falta de um lugar de médio porte no Rio dificulta um pouco a realização de shows, aliado ao fato do carioca não ter essa cultura  já que os lugares para ver e ser visto são as festinhas. Mas isso não é novidade pra ninguém. Queremos nos apresentar fora desse eixo, mas isso é algo que ainda está por vir.

6- Planos para tentar uma tour fora do país?

Se tudo der certo, faremos em breve. Temos amigos que já fizeram, como os Holger e eles recomendam.

7- Aonde podemos vê-los em ação logo mais?

Essa quinta agora em SP, dia 14, no showcase da Nova, nossa agência, lá no beco 203 com o homemade blockbuster e o some community. E dia 28 no Rio, no espaço acústica com o R.Sigma, Jalva e Eskimo.

8- As “Dorgas” fazem efeito?

Esperamos que sim.

Vai, pode falar.

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