Uma tarde no cemitério

Sábado foi um daqueles dias em que dormi pouco na noite passada e acordei com aquela vontade de não perder o final de semana. Resolvi fazer uma típica (e longa) caminhada. Dessa vez, pelo circuito da Vila Madalena. Convidei um amigo do Rio radicado na capital paulista  para ver o quanto ele aguentava andar a pé pela “praia de asfalto”.

Passando por toda Rua Estados Unidos e atravessando a Rebouças, eis que passamos pelas lojas de instrumentos musicais da Teodoro Sampaio, pela feira da Benedito Calixto e todo seu ar hippie, até descermos na Cardeal Arcoverde e darmos de cara com o portão aberto do tradicional Cemitério São Paulo (ou Necrópole SP).

Sempre tive vontade de passear por lá e nunca tive a chance de fotografar. Nessas horas, eu saúdo a tecnologia por ter unido tudo que precisamos num celular. Tirei as tão ansiadas fotos no local. Fiquei impressionado com a decoração dos túmulos, em especial os que tinham várias famílias enterradas no mesmo local. Com direito a estátuas e decoração impecável. Nada mais justo para a última morada de um ente querido.

Saindo de lá, fiquei matutando o quanto o nosso tempo é curto por aqui, e como isso é assustador. Ao mesmo tempo, senti uma paz interna diante de todo caos que tenho vivido desde o ano passado. Talvez os mortos não sejam uma companhia tão ruim como eu imaginava, e a ideia de passar para o outro lado da vida não seja algo para ser temido. RIP.

Fotos: Dani Souto (Glocal)

Vai, pode falar.

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