Entrevista: Tiro Williams

Tiro Williams é um quarteto brasiliense que expressa de forma sagaz as agruras dos relacionamentos humanos em suas letras combinadas a uma trilha instrumental celebrando as grandes bandas alternativas dos anos 90.

Os rapazes lançaram seu début homônimo e chamaram a atenção de sites (e blogs) especializados como o Trama Virtual. Este, deu um destaque que rendeu uma participação no quadro estúdio ao vivo. Ainda neste ano, o grupo fez um surpreendente show de abertura para o Green Day em sua cidade natal.

Certamente eles realizaram um dos melhores releases de 2010 injetando fôlego na nova cena candanga. Se o lançamento tivesse ocorrido há vinte anos atrás, seria facilmente incluído na lista de melhores álbuns (e bandas) do período em que o indie rock soava fresco e agregava uma legião de fãs que estavam cansados das firulas do mainstream.

1. Notei um ar nostálgico no som de vocês. Ecos dos anos 90?

Com certeza! Uma das grandes influências da banda é justamente o rock que a gente cresceu ouvindo na adolescência, dos anos 90 pra 2000. Bandas como Pavement, Weezer, Oasis, Nirvana e afins. Apesar de, na banda, cada membro possuir gostos musicais bem divergentes, no então chamado “rock alternativo” dos anos 90 é que nos encontramos. Por conta disso, naturalmente, é a linha que a gente segue com o Tiro Williams, por nenhum outro motivo senão “a gente gosta desse tipo de música”, (risos).

2. Quais artistas influenciaram a banda?

Como eu mencionei, várias bandas icônicas dos anos 90, como Pavement, Blur, Weezer, Oasis, Nirvana, Superchunk e mais uma porrada. Basicamente isso. Mas ainda há influências diversas na banda, como o indie rock atual, surf, rockabilly, rock clássico dos anos 50 a 70, e por aí vai. No final das contas, é tudo rock!

3.O nome de vocês é bem curioso. De onde veio a inspiração?

Não foi bem uma inspiração. Foi mais uma brincadeira, misturada com homenagem do que qualquer outra coisa. Certa vez um grupo de amigos (que incluía o Felipe do TW) viajou a Londrina para um festival de rockabilly/psychobilly. Lá conheceram esse nativo, que se auto intitulava Tiro Williams. Voltando da viagem, os amigos inventaram diversas histórias que incluíam esse personagem quase mitológico que era o Tiro Williams. Certo dia no bar, quando pensávamos em um nome, esse acabou surgindo. Era sonoro, e parecia transmitir bem o espírito da banda. E assim ficou.

4.Em pouco tempo vocês tiveram destaque na cena local e conseguiram o feito de abrir para o Green Day. Como isso aconteceu?

Cara, não sabemos exatamente. Foi uma surpresa enorme pra nós, parecia até pegadinha. Mas o que aparentemente aconteceu, foi que o pessoal que produzia o show havia pedido uma indicação de banda para o pessoal do site Trama Virtual. O pessoal do site curte nosso som, já fomos no estúdio deles e tudo mais, enfim… Parece que eles acabaram por nos indicar e aí recebemos o feliz telefonema. Ainda não somos uma banda de exposição acentuada, com milhares de fãs nem coisas assim, mas a oportunidade foi excelente, e fomos recebidos melhor do que esperávamos pela legião de fãs do Green Day. Fizemos o nosso melhor e não podia ter dado mais certo.

5. O amor é um tema freqüente em suas composições?

Olha… Taí uma boa pergunta. Mas acredito que não. As canções são mais calcadas em situações do dia a dia, do rotineiro padrão do jovem trabalhador brasiliense. Óbvio que cedo ou tarde o amor vira um assunto em voga, mas não é assim o principal, nem algo com que a gente se preocupe tanto.

Eu acho que o centro das composições seria mais o registro de nossas próprias vidas, mas sem nos distinguir muito do resto do mundo, afinal é assim como nos sentimos. Não temos a ambição de nos apresentar como alguém diferente de todos, de falar de coisas que nunca foram faladas, de ser uma vanguarda ou criar um gênero novo (se é que há espaço ainda pra essas coisas), queremos apenas ser bons no que fazemos.
Por outro lado às vezes bate uma preguiça e acabamos precisando de um empurrãozinho pra escrever uma letra. E nessa brincadeira uma desilusão amorosa ou um outro baque qualquer acabam sendo um ótimo empurrão!

6. Quem mais vale a pena ser ouvido no Distrito Federal?

Nossa, a quantidade de bandas boas aqui em Brasília é de saltar os olhos. Apesar da pouca exposição (infelizmente), temos uma variedade bacana não só de bandas, mas de gêneros mesmo. Só pra começar eu cito o Watson, que na minha opinião lançou o melhor disco do ano! Na sequência eu vou fazer um apanhadão geral, só de coisa fina, que conta com o The Pro, Os Dinamites, Pedrinho Grana e os Trocados, Club Silêncio, Cassino Supernova, Enema Noise, Disco Alto, Darshan… E isso só citando bandas mais novas, já nascidas em meados dos anos 2000. Se formos contar outros clássicos (alguns já falecidos infelizmente), temos ainda Bois de Gerião, Prot (o), DFC, Gramofocas, Galinha Preta, enfim.. a lista é infinita, graças a Deus

7. Planos para 2011?

Cara, acho que o grande Plano pra 2011 é lançar o segundo disco. Cruzem os dedos para que saia logo! Além disso, fazer mesmo o que a gente gosta que é tocar e beber cerveja.

Vai, pode falar.

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