Entrevista: Tin God

TINGODRED

Tin God, é o projeto do produtor Fernando Britto que pratica um pop melódico com referências de house, electro e synthpop. Além de criar faixas autorais, remixes, e criativos mashups, Britto também atua como trilheiro de desfiles de moda & filmes publicitários.

Atualmente, reside na cidade de Londres (Inglaterra) e foi um dos poucos artistas escolhidos para figurar um tributo do New Order. Confira a entrevista abaixo.

Sempre quis fazer essa pergunta: Porquê o nome Tin God?

“A little tin god”  é uma expressão idiomática em inglês que significa “alguém que se acha mais importante do que realmente é ”, achei engraçado e soa bem.

Quando pintou a vontade de fazer suas próprias músicas?

Eu semprei gostei de compor, desde adolescente, toquei em bandas etc. Em 2000, um amigo me arrumou uma copia de um Cubase bem básico, que só tinha MIDI. Comecei a brincar de fazer minha própria musica, daí vieram meus primeiros 2 EPS.

Você tem um currículo respeitável como produtor e trilheiro, quais foram os seus trabalhos inesquecíveis?

Uma trilha que eu fiz com o DJ Zé Pedro para o desfile da Rosa Chá com temas de filmes do James Bond, um institucional para a Claro com o Oliveros e o Luis Duva chamado “Rock e Moda” e uma trilha para o desfile dos Basso & Brooke no ano passado que tinha Lindstrom e Kelley Pollar, caiu como uma luva para a coleção deles! Também o remix pra Janelas do No Porn (adoro a letra!) e claro, ter vencido o tributo do New Order com “Your Silent Face”.

Como pintou de parar num tributo oficial do cultuado New Order?

Culpa do Wendl (do Kronk). Na época ele estava me dando aulas de Reason e Cubase SX e me falou sobre o tributo, escolhi a música, e ele me convenceu a cantar, o que foi um desafio e tanto.

Em suas faixas, você brinca com referências de variados artistas antes da moda dos bootlegs/mashups.O excesso de mashups que têm sido feito nos últimos anos tirou parte da magia de desconstruir influências?

Em 2003 tinha muita gente bacana fazendo bootlegs, Freelance Hellraiser, Go Home Productions, Richard X, Osymyso… No meu caso, eu juntei dezenas de loops de músicas diferentes e criei uma coisa nova. Hoje em dia colocar um instrumental com um acapella qualquer, é pura preguiça. Gosto quando há inovação.

Como anda a cena noturna em Londres?

Pra dizer a verdade, eu saio mais de dia do que a noite em Londres, ou costumo ir a pubs ao invés de clubes. Recentemente fui em um chamado Dalston Superstore e gostei muito, lembrou a Torre, povo divertido, o DJ era de Berlin, muito bom. Aqui é ótimo pelos shows todos os dias, os festivais de verão, mas em geral a vida noturna de São Paulo é mais diversificada e dura até mais tarde! E na volta pra casa você ainda come bem sendo que em Londres de madrugada so tem Kebab e batata frita.

Tem algum artista ou produtor novo que lhe chamou sua atenção?

Hoje tem tanta coisa nova a cada semana, que eu já desisti de acompanhar tudo. Sempre desconfio do hype e também da “melhor banda da última semana”. Acho que o melhor disco que eu ouvi nos últimos 2 anos, é  o do Bon Iver – “For Emma Forever Ago”, que é o cara cantando e seu violão. Mas pra citar alguns nomes “novos” que eu ouvi e gostei: St Vincent, Fan Death, White Denim, Wave Machines.

Que dica você dá para os novos DJs e produtores?

Aprenda Inglês. Não seja preguiçoso como eu e leia o manual dos software, tutoriais etc. Compre um MIDI controller e um bom par de monitores. Manda bala!

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Vai, pode falar.

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