Impressões sobre o Jesus & Mary Chain

jamc

Quando os irmãos Jim e William Reid decidiram se unir para formar uma banda que enfatizava a distorção de guitarras mesclada à doçura de artistas pop dos anos 50 e 60, jamais imaginaram que sua banda seria discoteca básica para as gerações seguintes.

Homenageados por grupos como The Raveonettes, House Of Love, Pixies (eles gravaram uma cover para Head On) e Ride, e imitados por outros como Black Rebel Motorcycle Club, o Jesus & Mary Chain continua figurando como uma das principais forças motoras do rock escocês, ao lado de nomes como Primal Scream (o dândi Bobby Gillespie tocou bateria no primeiro disco da banda, o soberbo “Psycho Candy”) e Teenage Fanclub.

Desde a culminante briga entre Jim e William a banda não tem criado nenhum material inédito, o último que se tem notícia foi o álbum “Munki”, de 1998, lançado pela Sub Pop Records.

Em 1990 a banda deu as caras aqui no Brasil durante a turnê do álbum “Automatic” para se apresentar no saudoso Projeto SP, fazendo uma performance curta e barulhenta que acabou se fixando na memória dos sortudos que estavam presentes na época. Eu estava com 13 anos e tive que me contentar apenas em escutar as impressões dos mais velhos sobre a apresentação durante anos.

Para mim o Jesus é uma das poucas bandas que possui uma discografia “intocada”, nenhum trabalho deles me decepcionou, sou fã desde a adolescência e não tenho dúvidas que será emocionante assistí-los tocar ao vivo no festival Planeta Terra este ano. Muitas das minhas lembranças foram marcadas por essa banda, a minha primeira namorada, por exemplo, era uma fã aficionada e vivia tirando covers do Jesus & Mary Chain no baixo.

O que mais me impressiona é a capacidade que o grupo tem de conceber um disco barulhento e repleto de microfonias e distorções como o “Psycho Candy”, mas também com maestria produzir um disco acústico sublime como o “Stoned and Dethroned” (destaque para a faixa Sometimes Always, dueto com a vocalista do grupo Mazzy Star, Hope Sandoval, na época namorada de Jim Reid). Como um bom fã aguardo ansioso pelas 20:30h do dia 08/11, e rezando para que estejam de bom humor, já que o azedume é marca registrada dos irmãos Reid… Pelo jeito não é só os Gallagher que vivem de cara feia por aí.

Discografia:

Psychocandy (November 1985)

Darklands (August 1987)

Automatic (October 1989)

The Peel Sessions (1991)

Honey’s Dead (March 1992)

Sound Of Speed (1993)

Stoned And Dethroned (1994)

Munki (1998)

Never Understand

Sometimes Always

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3 pensamentos sobre “Impressões sobre o Jesus & Mary Chain

  1. Cara,

    Eu fui nesse show e foi infernal!
    Fiquei na primeira fila, de frente com o Jim .
    Saí de lá meio surdo, mas valeu a pena, foi um dos melhores shows que vi na vida!

Vai, pode falar.

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