Entrevista: The Luppies

Foto: Laís Merini

Os amigos Heitor, Renato (Elvis), Tee e Lucas formaram uma pequena “alcatéia” e a batizaram de The Luppies. Os jovens lobos debutaram nos palcos da cena independente, e assim como muitas bandas novas, batalham seu espaço na cena paulista que anda, um tanto, desacreditada esforçando-se para voltar a ter destaque na mídia e chamar atenção de um público que ainda enxerga um certo romantismo no bom e velho rock.

O quarteto segue a cartilha de artistas clássicos que apostavam num som crú e básico com influências vindas da geração 2000, que trouxe The Vines, Hives, Strokes e Arctic Monkeys ao estrelato, somada a apresentações entusiasamadas e cheias de energia.

Eles se apresentam no dia 22/9, às 20h00 no Espaço Cultural Walden na Praça da República, 119, São Paulo/SP.

Abaixo, o bate papo que fiz via e-mail com eles:

1 – Como vocês se conheceram e como rolou de formar a banda?

Lucas: Eu tocava com outra banda, o Elvis também. Nos conhecemos em shows que fazíamos por ai. O Tee conheci numa festa a fantasia em 2007, ele estava de Alex – do filme Laranja Mecânica – e eu estava de alguma coisa inventada, não tive tempo de pegar fantasia mesmo. Faz tempo isso, só lembro que por algum motivo musical a conversa começou e foi assim a festa inteira. E o Heitor, eu sinceramente não lembro, acho que não foi relevante. Brincadeira, eu conheci ele pelo Tee, acho que eram amigos de longa data. O convite pra tocar no The Luppies veio alguns anos depois, não sei porque me chamaram, mas aceitei na hora. No começo fazíamos mais vídeos do que músicas (risos)

Heitor: Na verdade a banda já estava formada já havia um tempo. Conheci o Tee através de minha namorada e um dia fomos juntos ao Milo Garage, e lá conversamos e nos vimos discutindo sobre musicas e influências, daí surgiu o convite.

2 – Vocês acreditam na idade do lobo?

Tee: Humm…O que é a idade do lobo?  É um bom titulo de musica hahaha! Mas acredito que esse lance com o lobo, a matilha, a união, esse negócio meio agressivo tem haver com a gente e com o som que fazemos!

Lucas: Veja, se estamos falando dos lobos estamos falando do “The Luppies”. Usamos em um show um moletom com orelhas, pra dar o tom, o Heitor e a Denise que fizeram, ficou bem legal.

Elvis: Cara, não sei se eu acredito, mas certeza que o Lucas vai virar o Zé Mayer quando chegar lá.

Heitor: O pessoal já disse tudo: AUUUU!!

3 – Quais bandas vocês amam? Que bandas da cena paulista vocês recomendam?

Lucas: Acho que temos alguns expoentes, podemos falar do MC5, Libertines, Stooges, Beatles, Clash… Não são todas as que amamos, mas são as que influenciam bastante no som!

Tee: Bom, as bandas que eu amo são as pré-punk e bandas “punk 77″, como MC5, Iggy Pop and the Stooges,The Clash, Sex Pistols, Ramones… Mas também gosto bastante de coisas mais atuais, como Black Rebel Motorcycle Club, Ty Segall, Wavves, Black Keys,The Hives e praticamente tudo que o Jack White faz. Da cena brasileira gosto do Black Drawing Chalks, gostava muito do Biônica, do Forgotten Boys…

Elvis: Ahn, acho que além dos já citados pelo Tee, eu escutei muito e fui influenciado a começar a tocar por bandas dos anos 90/2000, Strokes, Interpol, Libertines, Queens of the Stone Age… Da cena paulista eu gosto bastante do Bazar Pamplona, Hurtmold e algumas que não são daqui mas que tocam sempre em São Paulo, como Nevilton, Violins, e o Jupiter Maçã.

4 – De onde vieram as inspirações para as faixas “Miss Lojo” e “My Old Man”?

Tee: A Miss Lojo vem do sobrenome da minha namorada, que é Lojo. Basicamente uma letra de cotidiano e uma homenagem.  Já a My Old Man é sobre o pai de um amigo meu que fumava maconha dentro de casa e sempre quando estavamos no apartamento dele e a gente se perguntava de onde vinha aquele cheiro, até que um dia meu amigo descobriu que era o pai dele que fumavaJá a My Old Man é sobre o pai de um amigo meu que fumava maconha dentro de casa e sempre quando estávamos no apê dele a gente se perguntava de onde vinha aquele cheiro, até que um dia meu amigo descobriu que era o pai dele que fumava.

5 – E as aventuras em fazer show pela cena independente? É difícil abraçar o rock nos dias de hoje?

Lucas: E põe aventura nisso (risos)! Antes de eu tocar no The Luppies já tocava com outra banda, o Assinado Maria. Digamos que já andei por alguns becos. Ter que levar todo o equipamento, lugar bem sujo e quase nenhuma estrutura, tocar pra 5 pessoas, só pra amigos… Já vi shows e toquei muitas vezes, mas o espaço cresceu bastante de 2000 pra cá. As casas perceberam que o pessoal que vai pra ouvir as bandas está exigente, as bandas também estão mais atentas e se preocupam com a qualidade da estrutura. Casas como o Berlin, o Studio SP, a Pça Victor Civita e a Casa do Mancha, pra citar alguns, são ótimos espaços pra ouvir e curtir um bom som!

O Rock não é difícil abraçar nos dias de hoje. Tem muito som bom por aí no Brasil e fora. Existem projetos como o Ponto Pro Rock, que está fazendo um trabalho bem legal dessa cena que não morreu, só está um pouco dissipada. No facebook tem o grupo Rock de Volta que está incitando o pessoal a se mexer.

Tee: Entao, eu não tocava a muito tempo na cena independente, tive uma banda que chegou no quase, ai ela acabou. Com o The Luppies já tivemos algumas aventuras, como tocar com equipamentos bem toscos e o som uma merda, poucos amigos e com chuva! Em algumas casas não existe muita preocupação com a qualidade do som, tanto pra quem ouve quanto pra quem toca.

Heitor: Lucas disse tudo. Assino embaixo.

Elvis: Eu concordo.

 

Vai, pode falar.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s