Bate Papo com Hipster da Depressão

Com a invasão de diversos perfis “da depressão” nas redes sociais, era um tanto esperado que os incompreendidos e odiados Hipster dessem suas carinhas modernas e bigodudas  numa divertida homenagem feita pelo “Hipster da Depressão“. Figuras extravagantes ilustram frases que já ouvimos quando fomos em algum show ou noitada de vanguarda nesse mundo moderno.

Thiago Carvalho Fernandes é o nome por trás dessa página do FB, que diariamente ganha novos seguidores que levam essas figuras blasés no maior humor. O fashionismo de hoje, pode virar a jequice de amanhã. Então, larguem o carão e divirtam-se mais. E parem de usar triângulos e filtros espaciais em todas fotos que tiram!

1 – Como você teve a ideia de criar o Hipster da Depressão?

Foi espontâneo. Tinha algum tempo já que notava essa “tendência” hipster, e achava tudo isso muito divertido e engraçado. Há alguns anos atrás costumava escrever um blog sobre celebridades, e fofocas em geral, mas acabei largando ele de mão, poque enjoei do assunto; mas ainda assim sentia falta de um output criativo para minha escrita. Com a febre dos memes, passei a eventualmete postar algumas charges e memes no meu próprio facebook, e teve uma aceitação legal. Vendo o universo dos meus amigos e pessoas que me cercam, pensei: e por que não? E foi assim que o “Hipster” nasceu, para colocar para fora a criatividade que estava guardada, e para fazer também uma análise cômica desse mundinho muóderno em que vivemos.

2 – Você acha que os Hipsters são no geral chatos e sem personalidade?

Não, pelo contrário! Acho que existe uma estética muito interessante no universo hipster, colorida, alegre e jovial. Como se fôssem todos os hippies do novo milênio, de alguma forma. O lado ruim é que algumas pessoas confundem isso com ser superficial e materialista, até o ponto de tudo ser ou parecer altamente descartável. A necessidade de diversão é presente em todos nós, e todos a querem, mas acho que é preciso dosar bem as coisas para evitar cair no ridículo e acabar por de ver uma caricatura no espelho todos os dias.

3 – Quais são os maiores clichês de um Hipster?

O maior, e o mais irritante é o que chamo ironicamente com os amigos de “badalo vanguarda”, que nada mais é essa sede por estar sempre à frente. Tudo que é novo não é necessariamente bom, e muita coisa boa acaba por ser ignorada porque não está “trending”, o que é uma grande bobagem. O trend de hoje é o ridículo de amanhã, assim como aquilo que nos parece ridículo hoje foi vanguarda tempos atrás. Não há necessidade para isto, cada um pode (e deve) ter seu estilo, preferências, sem necessidade de impressionar ninguém, ou ser cutting edge o tempo todo. Apesar da mídia dizer que sim, não é preciso “trocar de pele” e conceitos a cada estação. Você está bem do jeito que está. Acredite.

Ah, sim. E os triângulos. Alguém entende?

4 – Já recebeu alguma ameaça?

Não, o pessoal tem encarado com bom humor, e acho que é esse o objetivo. Não escrevo para ofender ninguém, e sim para colocar para fora minha visão sobre o quão engraçadas certas situações e modos de encarar a vida são. Cada um tem suas verdades, mas isso não impede que sejam no mínimo… engraçadas.

5 – De onde foram tiradas as fotos dos personagens que são temas das frases?

Vários lugares, pesquisando por aí. De preferência de links bem obsucuros,. Amigos também enviam imagens. Mas os personagens não são o ponto principal, e nem as pessoas retratadas. Penso em talvez retirar as pessoas de vez e concentrar em ilustrações ou textos, O que está servindo de plataforma para o humor são as situações e os textos, e não as pessoas em si. Espero que todos entendam isso. Inclusive, se alguém quiser ceder uma foto para ser um Hipster da Depressão, estamos aceitando (com devia autorização, óbvio).

6 – Quem serão o futuro dos Hipsters atuais?

Na minha opinião, os Hipsters em si são o futuro. O pessoal que vai olhar para trás e lembrar de toda a conectividade, do “socialismo cibernético”, da mudança com apenas um clique. A próxima geração não saberá o que significa isto. Em suma, espero que os hipsters de hoje formem opinião amanhã, e não apenas consumam o que lhes é dado pela mídia como verdade. Com a informação a um clique de distância, podemos ser muito melhores que o último escãndalo daquela celebridade ou o último disco “badalo” daquela banda que em cinco anos não vai fazer nenhum falta. Tenham opinião e vivam sua opinião. Mas com muito bom humor, é claro.

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One thought on “Bate Papo com Hipster da Depressão

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Vai, pode falar.

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