Sónar SP 2012: Resumo do dia 11/05

Sexta-feira com o típico trânsito caótico da metrópole paulista aliado ao prenúncio de uma virada de tempo com chuva, isso fez com que muita gente se apressasse para conseguir chegar ao Anhembi a tempo de ver algumas atrações do vasto cast da versão brasileira do Sónar. Em sua primeira noite, o evento correu com poucos atrasos por parte dos artistas e filas demoradas para quem não adquiriu os ingressos antecipadamente.

Das 20h00 da noite a manhã deste sábado, 21 atrações dividiram a atenção de um público que misturavam os típicos curiosos, hipsters, nerds de música (me inclúo nessa) e os fãs do Kraftwerk (foto). Sim, uma grande quantidade de pessoas desfilavam com camisetas do quarteto alemão pelo local. Já dava para perceber que a diva islandesa Bjork (que cancelou sua vinda devido a problemas médicos) não faria muita falta naquele momento.

As grandes surpresas da noite estavam concentradas mesmo no Sónar Village & Sónar Hall. O americano James Pants fez uma boa performance mesclando influências do hip hop e electro oitentista, enquanto o misterioso rapper Doom (foto) pregava seu evangelho fantástico para uma pequena e interessada platéia. Menções honrosas para os brasileiros Criolo Emicida e os clássicos DJ Marky e Patife que tranformaram o espaço Village numa festona de drum n´bass.

Little Dragon (foto) e Austra foram a porção indie que se esforçou para dar conta do recado, ainda mais em horários tão concorridos e batendo de frente com outras atrações que já entravam em cena com time ganho. De todos espaços, o Hall remetia a uma boa casa de shows, mas a verdadeira empolgação estava na parte principal.

O Sónar Club permaneceu cheio e foi o local em que fiquei na maior parte do tempo. Parecia que o stande de uma marca de cigarros com luzes vermelhas bem fortes teria virado o ponto de encontro caso vários grupos de amigos se perdessem. O festejado James Blake fez um set um tanto desacelerado e longo, mas nem por isso, desinteressante.

Naquele momento, muitos se acotovelavam pra ter um bom lugar no show 3-D dos alemães do Kraftwerk. Uma boa ideia para renovar um ato que nem precisa de mudanças de repertório. As músicas eram as mesmas de 40 anos atrás. É impressionante como os pais da eletrônica ainda soam relevantes após tanto tempo de estrada. “Computer World“, “Numbers“, “Autobahn” e outros hits foram executados em meio a projeções que davam um clima de parque de diversões as quatro figuras sisudas.

Quem realmente roubou a cena foi o duo canadense Chromeo que disparou suas faixas em total clima “feel good” para rebater o excesso de seriedade que dominava a maior parte das apresentações. A acertada abertura com a arrebatadora “Fancy Footwork” já  dava pista que seria o momento mais divertido desse primeiro dia. Até uma cover de “Money for Nothing” do caretaço Dire Straits foi tocada e recebida aos berros. Logo mais, volto para cobrir a segunda e última noite. Sem sombra de dúvida, será mais cheia e concorrida.

Até mais.

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Um comentário sobre “Sónar SP 2012: Resumo do dia 11/05

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