Sábado acordei disposto a encarar a maratona de shows do aguardado festival Planeta Terra. Antes mesmo do blog encabeçar a lista de embaixadores, já havia comprado o ingresso devido às boas atrações deste ano. O dia começou abafado e prometia chuva, para piorar estava com uma ressaca daquelas e com meu típico “bom humor”.
Passado os efeitos etílicos da noite anterior, me enfiei num táxi com minha namorada e seguimos para a Vila dos Galpões. O trânsito seguiu tranqüilo e por volta das 19h00 chegamos bem a tempo de assistir a garota prodígio Mallu Magalhães, e o caótico Animal Collective.
Parei um minuto no Main Stage sem compromisso, onde rolava a Mallu, e pude constatar sua evolução em cima do palco com uma performance segura e sincera, acompanhada de uma boa banda de apoio.
Depois corri para o Indie Stage para ver um pouco do Animal Collective e durante o trajeto, felizmente trombei amigos locais e interestaduais. O show deles, a meu ver, poderia ter sido melhor… Talvez uma apresentação ao ar livre fosse mais adequada, devido à grandiosidade de seu som, que foi levemente prejudicado pelo excesso de reverberação.
20h30 em ponto chegou o momento mais esperado da noite (pelo menos pra mim), os lendários irmãos Reid do Jesus & Mary Chain mandaram um apanhado no melhor estilo “greatest hits” e tiveram a platéia na mão durante toda sua apresentação. Fiquei emocionado ao ouvir “Far Gone & Out”, “Reverence” e “Snakedriver”. Durante o Jesus, fiquei no dilema de perder o final e conseguir ver o Foals. Minha intuição dizia que eles seriam a grande surpresa do festival, mas mesmo assim optei por ver o Jesus até o fim e só consegui pegar apenas os últimos trinta minutos, porém o que presenciei, foi uma banda tocando com energia como não via a certo tempo. Já era fã deles e senti exatamente o que meus amigos sentiram no ano passado ao ter escolher entre The Rapture ou Devo, dois shows ótimos que também aconteceram ao mesmo tempo!
Enquanto ficava na fila para comprar cerveja escutei a gritaria que antecipou a entrada dos punks bem comportados do Offspring, que, aliás, era a banda mais estampada em camisetas por lá. Sem dúvida foi o momento que o Main Stage ficou realmente lotado. Nunca fui um grande fã, mas tenho que confessar que simpatizo com eles, pelo fato de terem feito parte do selo Epitaph. Era um jogo de time ganho com vários sons que foram martelados nas fm’s roqueiras a exaustão durante quase uma década.
Regado a mais cerveja e mais amigos, colei no Bloc Party, depois do vexame no VMB, essa seria a oportunidade de se redimirem. Achei a apresentação dos caras correta e profissional, nada que emocionasse, no entanto estão perdoados!
Meia noite era hora de pegar um pouco de Breeders, outro clássico da noite. Deu tempo de ouvir “Divine Hammer” e o megahit indie “Cannonball”. Lembrou-me as noites na pista do Matrix nos anos 90.
Estão sentindo falta de ouvir falar sobre o Dj Stage aqui, né? Putz! Era tanta coisa rolando que não deu mesmo para ver o Mylo e Felix Da Housecat, também deixei passar o Spoon.
01h30 e para fechar com chave de ouro, Kaiser Chiefs mostrou a que veio. O povo gritou os refrões de “Ruby” e “Everyday I love you Less and Less” a plenos pulmões. Algumas músicas antes do final, saí e peguei uma carona amiga a fim de evitar o tumulto básico de final de festival. Fiquei satisfeito de confirmar que o Terra foi um exemplo de evento bem organizado, seguindo a tradição de antecessores como o Free Jazz e Hollywood Rock. Se continuar assim, garanto minha presença em 2009.
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