Supositórios Cinematográficos – Xanadu

Antes que os fãs me crucifiquem, tenho que admitir que sempre nutri um pouco de carinho pelo título sobre o qual vou discorrer. Xanadu foi produzido no início de 1980 e estrelado por Olívia Newton John, Gene Kelly (“Cantando na Chuva”, 1952) e Michael Beck (“The Warriors”, 1979). Como o elenco contava com uma estrela em ascensão, no caso Olívia Newton John, que acabara de protagonizar “Grease – Nos tempos da Brilhantina” e um artista completo como o veterano Gene Kelly, era de se esperar um roteiro impecável e atuações á altura.

Infelizmente não foi bem assim que aconteceu, o roteiro é mais esburacado do que um queijo suíço, os efeitos especiais são exagerados (dignos de um filme dos Trapalhões), e as atuações são tão boas quanto à dos atores das novelas da Record.

A trama conta a história de um artista plástico com um bloqueio criativo que é inspirado por uma musa da mitologia grega chamada Kira, que desce á Terra usando seus patins e dispõe-se a ajudar o incompreendido Sonny Malone a abrir uma casa noturna diferente e que será um tremendo sucesso.

Durante o filme tortuosas seqüências musicais, muito raio laser, neon, togas, patins e tudo o que fazia a cabeça de um jovem descolado da época. A obra foi recebida com a frieza de um iceberg pela crítica e só mais tarde viria ser cultuado com a popularização do vhs.

No entanto, a trilha sonora tem lá seu charme e foi justamente o maior atrativo, conta com canções que ficam na cabeça como “Magic”- obrigatória na programação de rádios de flashback. A música título “Xanadu” é outro grande sucesso em festinhas de anos 80 até hoje.

O maior feito de Xanadu, foi a criação do “Framboesa de Ouro”- o Oscar dos piores do cinema. John Wilson após assistir a essa maravilha da sétima arte, foi pedir seu rico dinheirinho de volta na bilheteria, depois de terem negado a devolução da grana ele chegou a conclusão que o filme era tão ruim que merecia um prêmio.

No meu caso, uma amiga na escola me recomendou porque eu havia gostado de Grease, Footloose e Flashdance (outro roteiro fantástico), eu tinha uns 12 anos na época e fiquei um tanto decepcionado, mas tinha a Olivia Newton John e isso já bastava para mim.

Se fosse possível, trocaria o título desse filme por “Os Deuses Devem Estar Loucos”. Aonde os roteiristas estavam com a cabeça (e os narizes) ao achar que os deuses da mitologia grega se locomoviam usando patins e ouviam “Electric Light Orchestra”?

Xanadu (E.U.A 1980)

Direção – Robert Greenwald

Esse vídeo inspirou centenas de comerciais de desinfetantes, refrigerantes e sabão em pó.

BEZZI

1 Comentário

  1. Xanadu é lindo. Mas Flashdance é bem mais, pô, não tem nem comparação.


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